terça-feira, 26 de abril de 2011

Entrevista

A seguir nós fizemos uma entrevista com o integrante do grupo Leonardo Quidute, que por ser do Sertão do Pajeú sofreu preconceito linguistico na capital Recife.

D.F.: Você sofreu preconceito linguístico, certo? Mas, como aconteceu especificamente?
L.Q.: Sim, aconteceu quando eu tentava me enturmar com as pessoas do predio em que eu moro, eu tinha 13 anos mais ou menos e ao usar minhas gírias fui discriminado e motivo de risada, pois não estavam acostumado com minha maneira de falar.

D.F.: Colocaram algum tipo de apelido, ou fizeram "gracinhas" com você?
L.Q.: Ficaram me chamando de "interiorrr" por realmente ser do interior e não mudar meu estilo de falar.

D.F.: Como você se sentiu ao sofrer o preconceito linguistico?
L.Q.: Me senti muito mal, mas com o tempo me acostumei pois não teria escapatória, já que escolhi o Recife para ter uma melhor formação acadêmica.

D.F.: Alguma pessoa lhe ajudou a enfrentar o preconceito?
L.Q.: Apenas as pessoas que era do interior e alguns professores, mas o povo da capital insiste nessa moda passada de inferiorizar minha maneira de falar.

D.F.: Você chegou a sofrer preconceito dos professores do colégio em que estuda ou estudava?

L.Q.: Eu conheci vários professores que brincavam comigo, mas felizmente era de forma amigável. Tipo, nada de mais, eu levava numa boa.

D.F.: Mas, e hoje como você lhe daria com esse tipo de preconceito?
L.Q.: Eu relevaria, ja que não tenho nada a fazer contra isso. Eu nunca mudaria meu jeito de falar, pois tenho orgulho do Sertão.


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